Vinho Onnanto Falerno Del Massico Riserva
Campania / Itália
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Ficha Técnica
Perfil do vinho
Descrição
Descrição
Vermelho rubi escuro. Buquê floral intenso com rosas, violetas, e especiarias misturadas como cravo e pimenta preta. Na boca, possui corpo intenso com taninos macios, sedosos e majestosos, sabores de ameixa preta e figo seco, em sua maravilhosa complexidade. “Servido nos banquetes de Júlio César, o Falerno é o vinho mais famoso do Império Romano. Plínio, o Velho, militar e historiador romano – que viveu entre os anos 23 e 79 já da era cristã – conta que em 60 a.C., um banquete em homenagem ao imperador Júlio César por suas conquistas na Espanha teve o vinho de Falerno da excelente safra de 121 a.C. servido aos convivas. Esta foi a primeira menção a um premier cru romano e também a uma safra, chamada Opimiana (pois, naquele ano, Opímio era cônsul de Roma). Na parede conservada de um bar na cidade de Pompeia – destruída em 79 d.C. pela erupção do monte Vesúvio –, ainda hoje há uma tabela de preços onde se lê: “Por um ‘as’ (medida de valor na época), você bebe vinho, por dois, bebe o melhor, por quatro, bebe o de Falerno”. Isso dá uma ideia do valor do Falerno, porém pouca, pois acredita-se que o vinho genuíno custaria muito mais do que quatro vezes o valor do vinho da casa. Estima-se que uma ânfora dele poderia ser trocada por um escravo. Falerno era tão venerado que obviamente sua origem virou lenda. Nela diz-se que foi o próprio deus Baco quem criou a bebida. Um dia, a divindade teria aparecido para um agricultor chamado Falerno, que vivia nas escarpas do monte Massico. Apesar da aparência repugnante com que se apresentou ao homem, este lhe acolheu e serviu tudo o que tinha de melhor. Agradecido, Baco então transformou o leite em vinho, que Falerno bebeu e logo adormeceu. Nesse momento, o deus converteu as colinas do monte em vinhedo. Com a derrocada do Império, o vinho de Falerno também perdeu força e praticamente desapareceu. Só muito recentemente o nome reviveu em uma DOC chamada Falerno del Massico, instituída em 1989, que pode produzir um vinho branco de Falanghina ou tinto com Aglianico e Piedirosso” – Trecho retirado da REVISTA ADEGA - Arnaldo Grizzo, Publicado em 30 de Julho de 2020.
