Vinhos espanhóis: O que está por trás dos melhores rótulos da Espanha

Vinhos espanhóis: O que está por trás dos melhores rótulos da Espanha

Os vinhos espanhóis estão entre os melhores do mundo. A Espanha é considerada o terceiro país em volume de produção de vinhos no Velho Mundo, vindo atrás somente da Itália e França. Porém, é o primeiro país produtor em extensão de vinícolas, sendo grande parte da Península Ibérica ocupada pelas famosas plantações de uvas. 

Com mais de 61 regiões produtoras de vinhos espanhóis, os rótulos ganharam renome e importância internacionais, principalmente em razão da qualidade de cada safra.  Para ter a melhor experiência de degustar os vinhos espanhóis é importante conhecer toda a tradição milenar que está na história de cada rótulo espanhol.  Fique por dentro das regiões produtoras dos vinhos espanhóis mais famosos, conheça as principais regiões, além de curiosidades! 

 

Principais regiões vinícolas da Espanha 

Estima-se que a história entre a Espanha e o vinho remonta a 4.000 anos a.C., sendo o pico da tradição entre o período da Idade Média, que foi quando os vinhos espanhóis sobreviveram à sangrenta passagem dos bárbaros e dos árabes.  São diversas regiões vinícolas espanholas, sendo que 12 delas se destacam no quesito qualidade e tradição:

 

  • La Rioja;
  • Ribera del Duero
  • Bierzo e Galícia;
  • Castilla y Leon;
  • Priorat
  • Aragón;
  • Navarra;
  • Catalunha;
  • Madri & Estremadura;
  • Castilla La Mancha;
  • Valência & Murcia;
  • Andaluzia;
  • Ilhas Canárias;
  • Viños de Pago. 

 

Também é importante dizer que a Espanha é marcada por uma rígida legislação, que estabelece normas para a qualificação de cada produto produzido. Para isso, são estabelecidas divisões que determinam os tipos de uvas que podem ser utilizados, a localização e o modo de cultivo, ambientes permitidos para envelhecimento, entre outras especificidades. A classificação dos vinhos espanhóis é dividida em duas categorias principais e suas sub-divisões: 

  • DOP (Denominación de Origen Protegida): sub-dividida em Viños de Pago, Denominación de Origen Calificada (DOCa), Denominación de Origen (DO), Viños de Calidad com Indicación Geográfica.
  • IGP (Indicación de Origen Protegida): conhecidos como Vinos de la Tierra”(VdlT) 

Os vinhos também podem ser classificados em função do seu tempo de envelhecimento: Crianza, Reserva e Gran Reserva.

 

Entenda os principais tipos de uvas espanholas

 A maioria dos vinhedos espanhóis são de cepas brancas: 

  • Verdejo;
  •  Albariño;
  • Xarel-lo;
  •  Viura;
  •  Airén;
  • Pardina;
  • Macabeo;
  • Palomino;
  • Moscatel;
  • Chardonnay.   

 

Mas a popularidade dos melhores vinhos espanhóis está ligada às uvas tintas:

 

  • Tempranillo (emblemática, também conhecida com Tinta del Pais);
  • Garnacha:
  • Monastrell;
  • Cariñena;
  • Graciano;
  • Mencía;
  • Mazuelo;
  • Cabernet Sauvignon;
  • Merlot. 

 

Vinhos espanhóis Tempranillos 

Na lista dos vinhos mais finos e legítimos da Espanha, a casta Tempranillo se destaca no quesito aroma: frutado e com notas de ameixa negra com chocolate. São considerados encorpados e potentes, por isso estão na categoria de vinhos concentrados. 

Tem uma boa acidez, taninos aveludados, e a linda coloração rubi que o deixa com aspecto de bebida robusta e de grande personalidade. Em razão dessas marcantes características, a harmonização fica por conta de carnes vermelhas, defumadas e grelhadas, ou queijos de massa semimole. 

 

Espumantes de Cava 

Os espumantes de Cava, inicialmente, foram produzidos na Catalunha, no leste da Península Ibérica, durante o século XIX. Para a sua produção, os vinhos são engarrafados com leveduras próprias e açúcar residual, para fermentação da bebida. 

Após isso, as garrafas são colocadas em cavaletes e giradas por alguns dias e tem o gargalo congelado com doses de nitrogênio. Para o processo de produção dos espumantes Cava, as uvas mais usadas são Macabeo, Parellada e Xarel-lo (uvas brancas), mas muitas outras, incluindo tintas, também são utilizadas. 

A coloração puxa para o amarelo limão, com sabor delicado, mas encorpado. Os rótulos Cava podem ser encontrados em três tipos que levam em consideração o tempo de envelhecimento, sendo eles: 

  • De 9 a 14 meses de maturação: Cava
  • De 15 a 29 meses de maturação: Cava Reserva;
  • Mais de 30 meses de maturação: Gran Gran Reserva. 

Para a harmonização é interessante observar esse tempo de maturação, pois influencia no adocicado da bebida. Por exemplo, quanto mais jovem, melhor será para acompanhar frutos do mar e demais pratos frios. Já o Gran reserva é mais encorpado, por isso vai muito bem com aves e queijos mais maturados.

 

Fortificados de Jerez

Jerez está no sul da Espanha e é prestigiada, mundialmente, pelos rótulos conhecidos como Fortificados de Jerez. Todo esse prestígio é resultado de um processo que leva três tipos de uvas brancas: a Palominio, a Moscatel e a Pedro Ximénez. 

A conotação fortificada é proveniente do alto teor alcóolico que esse tipo de espanhol tem, pois recebem doses de bebidas destiladas, como a aguardente. Uma singularidade dos vinhos de Jerez é o fermento de flor, uma espécie de levedura que forma uma camada nos barris.

 

Vinhos espanhóis de Rioja 

Apesar de também produzir vinhos brancos, Rioja se destaca quando o assunto é vinho tinto. Conhecida como a mais importante e tradicional região vinícola da Espanha, Rioja produz rótulos amadeirados e frutados, principalmente pela predominância de carvalho no território, que é utilizado nos tonéis para envelhecimento da bebida. A uva mais produzida na região é a Tempranillo. 

Todos os vinhos tintos de Rioja passam por um lento e cuidadoso processo de produção, que tem métodos de estabilização e oxigenação. O resultado são rótulos escuros, concentrados e de sabor potente, muito apreciados no mundo. 

 

Dicas para escolher vinhos da Espanha

A maioria dos vinhos espanhóis são classificados em Reserva, Gran Reserva, Crianza e Joven. Cada um deles tem um tempo diferente de envelhecimento, então é preciso ter esse aspecto em mente, assim como as notas e o sabor do vinho, para que possa harmonizá-lo corretamente. 

O Crianza, por exemplo, passa por dois anos de envelhecimento (entre barrica e garrafa), por isso tem cores acentuadas e bem vivas, com notas de baunilha, combinando bem com diversos tipos de pratos, desde os frios e leves aos quentes e pesados. 

Já os vinhos de Reserva, de acordo com as normas espanholas, precisam envelhecer, por no mínimo três anos, também alternando barrica e garrafa. O resultado é um vinho altamente intenso, complexo e geralmente com ótimo equilíbrio entre madeira e acidez. 

Já os Gran Reserva são tintos envelhecidos por no mínimo, cinco anos, sendo muito bem acompanhados por queijos potentes e carnes vermelhas, com ótima complexidade aromas. 

Os vinhos espanhóis certamente proporcionam ótimas experiências para enófilos em todo mundo. As rígidas regras que prezam pela qualidade e pela tradição resultam em rótulos com charme e requinte.  O que acha de mergulhar nessa história olfativa com os melhores vinhos espanhóis para degustar? 

Na Via Vini você encontra a melhor seleção de vinhos espanhóis. Confira!