Vinho Gran Reserva, Reserva ou Reservado? Entenda a diferença

Vinho Gran Reserva, Reserva ou Reservado? Entenda a diferença

Se você é um apreciador de vinho, certamente tem ciência de que existe um universo de informações sobre a bebida. A verdade é que, à medida que se gosta mais da bebida e passa-se a entender ou estuda-la com mais frequência, se torna prazeroso querer saber mais a respeito. Vale enfatizar que conhecimento, independente do objetivo ou a área estudada; é sempre bom e tem o seu valor.

O vinho possui classificações e regras que ditam a qualidade. Na maioria dos países produtores existem legislações que conduzem toda a produção da bebida. Entre as diversas classificações, neste post vamos conhecer um pouco mais e entender as diferenças entre vinho Gran Reserva, Reserva e Reservado.

Os países que são reconhecidos como os maiores fornecedores e produtores de vinho criaram normas e legislações que impactam diretamente na qualidade final do vinho. Países com produções menores procuram seguir essas normas, de maneira informal, para adequarem seus produtos ao mercado internacional.

Entre os países com normas rígidas, estão França, Itália e Espanha. Estes foram os precursores na produção de vinhos, e com o passar do tempo foram aprimorando e descobrindo novos métodos de tornar a bebida ainda melhor e com isso, foi crescendo a necessidade de classifica-las.

A verdade é que cada bebida passa por processos diferenciados, desde o local onde está o vinhedo, a escolha da casta a ser utilizada e/ou cultivada até como e por quanto tempo será envelhecida, e que por isso, essas classificações tornaram a bebida melhor conceituada. Ainda assim, vale frisar que o gosto e apreço pelo vinho é uma questão pessoal, cada pessoa tem sua preferência. Por isso quanto mais informações tiver, ajudará no entendimento e escolha do rótulo adequado para seu gosto e ocasião.

 

Vinho Reserva

Este termo indica que a bebida passou por um processo de envelhecimento ou amadurecimento. Como dito anteriormente, existem normas a serem seguidas para que a bebida seja produzida dentro de um padrão de qualidade. No caso específico do vinho, obrigatoriamente precisa amadurecer em barris de carvalho, seguindo a legislação dos países de origem. Este processo contribui para que a bebida adquira:

- Aroma;

- Sabores;

- Estrutura;

- Longevidade;

- Taninos adequados;

E também para equilibrar a acidez e a adstringência.

O tempo de armazenamento é determinado de acordo com a legislação de cada região:

- Na Itália, o período é diferente em cada região, mas, no geral, o período mínimo para o armazenamento é de 2 anos;

- Na Espanha, os vinhos tintos têm período mínimo de 3 anos (2 em barril e 1 em garrafa), os vinhos brancos e roses no mínimo de 2 anos (1 em barril e 2 em garrafa).

Outros países que não possuem uma legislação específica, seguem as normas de seus produtores. É certo que, todo produtor que deseja uma bebida com o nível mais próximo de excelência, se baseará nas normas já existentes e também nos grandes produtores.

 

Vinho Reservado

O vinho com esta classificação, muitas vezes, pode confundir o consumidor que ainda é novato na prática de degustação da bebida. Isto acontece porque este vinho não passa por um processo muito longo de amadurecimento, permitindo uma disponibilidade maior e quantidade maior também. O vinho reservado não exige o estágio em barris, por isso torna-se um vinho mais acessível.

É uma bebida mais frutada e por isso é considerado um bom vinho para quem inicia sua apreciação. O que também não quer dizer que seja um vinho ruim. Não podemos esquecer que o produtor sempre se preocupará em fazer uma bebida com o mais alto nível de qualidade para oferecer aos consumidores, e nem por isso, a garrafa se tornará mais cara (por ser um vinho que precisa de menos tempo de armazenamento, é também um pouco mais barato).

Estes vinhos são muito utilizados como “vinhos de entrada” em muitas vinícolas e, em sua maioria, não estão listados nos portfolios das mesmas. É um vinho suave recomendado para quem não é ainda tão simpatizante da bebida ou está iniciando sua prática de degustação. Essa nomenclatura foi criada na América do Sul, de forma a tentar valorizar os vinhos mais simples.

 

Vinho Gran Reserva

O nome já é sugestivo quanto ao valor da bebida e tem em sua produção um cuidado redobrado – em alguns casos, apenas detalhes, mas que definitivamente fazem toda diferença. Ao contrário dos outros dois já citados, o processo de produção do vinho Gran Reserva é mais elaborado e demorado. Portanto, é uma bebida com um custo de aquisição um pouco maior e se encontra em menor quantidade no mercado.

A nomenclatura está diretamente ligada ao tempo ao tempo de amadurecimento do vinho. Nos países que possuem legislação específica, eles precisam de no mínimo 5 anos de envelhecimento ou armazenamento (em condições específicas), sendo 2 anos em barris de carvalho e os outros 3 anos na própria garrafa. Isto vale para os vinhos tintos, pois quanto para os vinhos brancos e roses este período é menor, pois por não terem tanto contato com a casca da uva, têm menor tempo de vida.

Importante deixar claro que, nos países de legislação estabelecida, a fiscalização é bastante rigorosa, sendo passível de punição o não cumprimento das mesmas. Há países que não possuem uma legislação única e existe autonomia de cada região suas próprias regras. Já nos países que não possuem legislação específica, fica a critério de cada produtor definir o padrão a ser seguido. Ainda assim, estes rótulos são bem definidos tanto quanto a sua produção.

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