Quais são os tipos de vinhos? Conheça os 5 principais

Quais são os tipos de vinhos? Conheça os 5 principais

Uma das primeiras lições sobre vinhos é entender a classificações mais simples e populares. Para aprender a diferenciar safras e edições, é necessário que, antes, o apreciador tenha domínio e conhecimento sobre os diferentes tipos de vinhos e uvas. Para aguçar o seu paladar para as próximas degustações, conheça as principais divisões existentes no universo dos vinhos, conhecendo também algumas das uvas mais cultivadas para a produção de cada tipo de vinho. Veja abaixo os tipos de vinhos:

 

TIPOS DE VINHOS

VINHOS TINTOS

Este vinho é resultante da extração de uvas tintas. Sua coloração provém do trabalho feito com as cascas das uvas, que descansam com o mosto da mesma. Este processo chama-se maceração e dará ao vinho suas características principais.

A intensidade de cor e sabor que o vinho terá quando estiver pronto, está devidamente ligada a dois fatores básicos: o tipo da uva que será usada para fazer a bebida e o tempo de maceração das cascas no mosto.

Por haver uma enorme variedade de uvas tintas, os vinhos derivados destas uvas podem ter estilos muito diferentes, com  temperatura de serviço bastante ampla : entre 14ºC e 16ºC para Tintos leves e 16ºC a 18ºC para médios a encorpados.

 

VINHOS ROSÉS

O vinho Rosé ou rosado segue a mesma técnica de produção dos outros vinhos, com a grande diferença que este pode ser feito por três métodos: o tradicional, o corte de vinho e a sangria.

No método tradicional, as uvas são prensadas e mantidas por um período (mosto, cascas e sementes). Para ser mais específico, este período varia entre 02 e 24 horas, até que se obtenha o tom rosado – é necessário também que a temperatura seja controlada para a maturação. Este período de maturação será determinante para se obter ao final de todo o processo, um excelente sabor específico do vinho rose e também de sua cor.

O método corte de vinho, apesar de ser muito utilizado em alguns países, é abominado pelos franceses, que consiste em uma mistura do vinho tinto já vinificado com o vinho branco. O resultado, portanto, não é muito satisfatório para um bom apreciador. Vale destacar inclusive que, em algumas regiões, este método é proibido por lei.

Já o método sangria consiste em: antes da fermentação, retirar uma parte do mosto (em geral até 10%) das uvas prensadas. Deste líquido dá-se o nome de sangria, que é utilizado na produção do vinho rosado.

Para ser mais específico, isto se caracteriza como um subproduto do vinho tinto, o que o torna de uma qualidade inferior e também configura um teor alcoólico mais acentuado.

Os mais prestigiados Rosès são produzidos na França, na famosa região de Provence. Lá utiliza se (sempre e somente) o método tradicional. Vale ressaltar que este é também, o método utilizado na Itália e Portugal, além da América do Sul (Argentina e Chile).

O vinho Rosé deve ser servido a uma temperatura em torno dos 8ºC, sendo uma excelente opção para ser apreciado na primavera e verão.

 

VINHOS BRANCOS

Enganam se os que acham que vinho branco tem que ser feito com uva branca. Existem alguns vinhos que são extraídos de uvas tintas. O método de produção é similar ao do vinho tinto. A grande diferença é que as cascas são separadas do mosto assim que são prensadas, para que este não adquira as características provenientes das cascas. As uvas são prensadas de forma suave para que o suco seja retirado sem esmagar a semente e as cascas, que são mantidos em temperaturas mais baixas para obter o vinho leve e frutado.

Com base em sua composição, o ideal é que seja servido numa temperatura mais baixa que os vinhos tinto e rosé (entre 6ºC e 12ºC), para uma melhor apreciação do seu sabor.

Podem ser utilizados vários tipos de uvas brancas, entre elas, destaque para Chardonnay e Sauvignon Blanc, que apesar da origem francesa, são produzidas em larga escala em muitos outros países. Os vinhos brancos, feitos de uvas brancas são chamados de Blanc des Blancs.

 

ESPUMANTES

Espumante é o vinho com ”perlage”, ou borbulhas. Seu maior representante é o Champagne, que leva este nome por ser produzido nesta região da França.

Existem dois métodos de produção para espumantes: Charmat e Chapenoise (ou Tradicional). Além disso, os espumantes podem ser Tintos, Rosés ou os mais tradicionais, brancos.

Os Champagnes nasceram de um erro na produção de vinhos tranquilos. Após engarrafados, alguns vinhos iniciavam um nova fermentação, quando expostos a temperaturas mais alta e suas garrafas explodiam. Com o passar dos anos, os vinicultores da região aprenderam a conduzir esta fermentação a ponto de criarem um produto novo e que caracterizou a produção da região.

Bem mais recente, em 1907, o Charmat surge da necessidade de chegar a um produto que se assemelhasse ao Champagne, porém barateando o custo e aumentando a produção. O método permite que a segunda fermentação, onde se desenvolve o álcool e o gás carbônico, seja feita em tanques e o liquido, quando engarrafado, já sem as leveduras, não fermente na garrafa.

O espumante é uma bebida única, cheia de sabor, elaborada a partir de diversos tipos de uvas, características de cada região produtora. Em Champagne, onde a legislação sobre a produção é bastante rígida, são utilizadas apenas as castas Chardonnay, Pinot Noir e Pinot Manier, em diversas proporções.

 

FORTIFICADOS

De modo geral, esses tipos de vinho são aqueles que possuem aguardente vínica ou outro tipo de destilados adicionados à sua mistura no processo de produção, resultando em vinhos com teor alcoólico mais elevado.

Antigamente, os vinhos eram transportados de navio por longas viagens e, por isso, era preciso deter a fermentação da uva e garantir a estabilização da bebida. Assim, o principal objetivo nas primeiras produções de vinhos fortificados era com o objetivo de conservar por mais tempo.

O álcool da bebida destilada mata as leveduras responsáveis pela fermentação, fazendo com que sobre uma maior quantidade de açúcar não fermentada. Como o açúcar não é transformado em álcool, o resultado é uma bebida mais doce, forte e com maior teor alcoólico.

Nesta categoria se destacam o Vinho do Porto, Madeira, Jerez e Marsala.

Os vinhos fortificados são diferenciados, alguns bastante utilizados na gastronomia, para compor pratos e outros têm harmonização perfeita com queijos fortes e sobremesas.

Mas este será um assunto para um próximo post. Acompanhe!